Setas que apontam para o Invisível

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História do Senhor Mar

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A minha casa

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A mãe

A mãe
é uma árvore
e eu uma flor.
A mãe
tem olhos altos como estrelas.
Os seus cabelos brilham
como o sol.

Continue reading “A mãe”

Digo mãe

Floresceram as cerejeiras no lento tempo do pólen.
E vieram as abelhas, e as primeiras cerejas,
e o puríssimo mel.

Continue reading “Digo mãe”

Memórias de um lápis verde

um risco amarelo de sol
fulgurava
e o lápis verde ali
caule de uma tulipa à espera
de desabrochar. Continue reading “Memórias de um lápis verde”

Humildade

A humildade exprime uma das raras certezas que tenho: Continue reading “Humildade”

O gato

O gato é uma maquininha que a natureza inventou; tem pelo, bigode, unhas, e dentro tem um motor.

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A magnólia

Nem sempre as folhas são
quem primeiro vê a luz.

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Arco-Íris

— Disseram-me que o Amor era azul.
E, minha Mãe, eu hei-de amar!

Continue reading “Arco-Íris”

Pela mão vai minha filha

Subo um passeio branco alastrado de sombra,
luz e folhas caídas.

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Amor

Mãe, as flores adormecem
Quando se põe o sol!

Continue reading “Amor”

A bolsa de Juliana

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Esperança

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Eterno retorno

No campo, são as mesmas árvores; no
céu, são as mesmas nuvens. Outras árvores
caíram, outras nuvens passaram; mas
o campo é o mesmo, e o céu não
mudou. A sua natureza é esta: permanecer
dentro da própria mudança. Continue reading “Eterno retorno”

É fácil trocar as palavras

É fácil trocar as palavras
Difícil é interpretar os silêncios!

Continue reading “É fácil trocar as palavras”

Mãe

Conheço a tua força, mãe, e a tua fragilidade.

Uma e outra têm a tua coragem, o teu alento vital.

Continue reading “Mãe”

O chapeuzinho

A menina comprou um chapéu
E pô-lo devagarinho:
Nele nasceram papoilas,
Dois pássaros fizeram ninho.

Continue reading “O chapeuzinho”

Tomar a própria vida nos braços

Às vezes penso que se fosse uma magnólia quereria ser uma laranjeira, se fosse uma águia quereria ser um cavalo, e se fosse um quadro quereria ser uma fotografia.

Continue reading “Tomar a própria vida nos braços”

Gatos

Gatos não morrem de verdade:
eles apenas se reintegram
no ronronar da eternidade.

Continue reading “Gatos”

Teologal

Agora é definitivo:
uma rosa é mais que uma rosa.

Continue reading “Teologal”

Espiral de Vida

Não passamos de um grão de pó em algum canto do universo.

Continue reading “Espiral de Vida”

A música das estrelas

As estrelas também cantam
uma canção de embalar
sobre uma estrela que caiu
no fundo do mar

Continue reading “A música das estrelas”

A bailarina

Esta menina
tão pequenina
quer ser bailarina.

Continue reading “A bailarina”

Gaiolas e Asas

Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.

Continue reading “Gaiolas e Asas”

Plantar e colher

Continue reading “Plantar e colher”

Se flor eu fosse…

Continue reading “Se flor eu fosse…”

Primavera

Saiu da casca, esticou as pernas, desenrolou as asas, agitou-as, saudou o sol nascente e voou.

Continue reading “Primavera”

Silêncios

Quando menina, às vezes procurava silêncios de formigas nos troncos das árvores do jardim, outras, silêncios de vento, de estrelas…

Continue reading “Silêncios”

Infância

Continue reading “Infância”

Búzio

Continue reading “Búzio”

Gota de água

Continue reading “Gota de água”

Livros folheados

No silêncio do verde,
os livros
folheados
por dedos de meninos,
que tornarão
mágicas as suas páginas,
para que a magia se estenda
às suas vidas…

Teresa

No Vale Encantado

No Vale Encantado quem sorrir
bebe a luz do luar
ventos de cereja e sons
de risada de irmão
mil estrelas de bombons
frutas de perdão
hálito de oásis
flor de afago no chão

Continue reading “No Vale Encantado”

Ferro

Primeiro o ferro marca
a violência nas costas.

Depois o ferro alisa
a vergonha nos cabelos.

Continue reading “Ferro”

Vida

Vida
é o inesperado nome da menina,
de pés descalços na minha cozinha.

Continue reading “Vida”

Jardim

A felicidade nasce de corações bem tratados – o nosso e o daqueles que amamos.

Continue reading “Jardim”

Cantiga de recordar

Doce lembrança orvalhada
de madrugadas antigas.

Fumaça de chaminé
subindo na manhã fria.

Continue reading “Cantiga de recordar”

Memória

Há um melro que faz

o ninho na minha memória. Ouço-o

agora. Canta

Continue reading “Memória”

Magia

Magia é ler um bom livro.

É o farfalhar das folhas das árvores junto com a música dos pássaros.

É o cheirinho de chá de hortelã com os bolinhos de chuva da mãe.

Continue reading “Magia”

Ser feliz

Temos muita tendência para nos esquecermos das regras mais básicas sobre ser feliz. Uma das maiores é que quase tudo o que nos faz crescer por dentro está à distância de uma vontade só: a nossa. E, a melhor parte de todas, é grátis.

Continue reading “Ser feliz”

Depus a máscara

Depus a máscara
E vi-me ao espelho.
Era a criança de há quantos anos.
Não tinha mudado nada…
É essa a vantagem
De saber tirar a máscara.
É-se sempre a criança,
O passado que foi
A criança. Continue reading “Depus a máscara”

Concha

Ia e vinha em vagas discretas, que o mar nesta terra é comedido. Estremecias quando uma onda mais atrevida te salpicava o corpo de frio, mas não arredavas pé, firme nesse teu propósito de criança.

O lugar onde as águas e a areia se abraçam. Aí estiveste por tempos que não sei definir, porque o mar se faz de eternidades e nós, humanos, de brevidades e instantes.

Continue reading “Concha”

Evidências

De manhã, quando espiava o nascimento das tulipas no canteiro, pareceu-me que o sol dizia à terra:

Continue reading “Evidências”

Que eu saiba as minhas asas

Que eu saiba as minhas asas, ainda que com medo. 

Que, ainda que com medo, eu avance.

Continue reading “Que eu saiba as minhas asas”

Mar

Ninguém está só se tem o mar por perto,
como aprendi no areal deserto
quando aí busquei em vão
silêncio e solidão.

Continue reading “Mar”

Das possibilidades de um Poema

Posso tecer um poema com pedaços de nuvens, retalhos de ventos, fios de orvalho, murmúrios de ondas, meadas de primaveras, segredos das noites, plumas de pássaros, conversas de lagos. Continue reading “Das possibilidades de um Poema”

E se te transformasses…

E se te transformasses em pássaro?
Eu transformava-me em céu, um vasto céu azul, com nuvens de fogo
nas pontas e sulcos de pétalas no centro; um fulgurante azul celeste
criado só para ver todo o fascínio do teu irromper. Continue reading “E se te transformasses…”

Sótãos

Meu Deus, a pouco e pouco vamo-nos tornando sótãos onde o passado amarelece, a pouco e pouco os sótãos invadem a casa que somos, principiamos a mover-nos entre sombras truncadas de gente, emoções, memórias. Continue reading “Sótãos”

Canção em segredo

Dentro desta mulher
um anjo menino
brinca de ciranda na calçada
e tem fome de futuro.

Continue reading “Canção em segredo”

História banal

Existe no campo de batalha, bem no meio do campo de batalha, uma pequena raiz, marcada pelo tempo. É rija e experiente, a pequena raiz.

O campo de batalha é como todos os campos de batalha: um local de mortes e moribundos, mentiras e gritos, raivas e sonhos, lama e vazios. Continue reading “História banal”

Caminho

Todos os lugares são caminho e em todos os caminhos há encanto.

Encontra-o em todos os passos, em todas as coisas, e nada mais te desejo…

Se no virar da esquina houver um beco sem saída, chama pela criança quase perdida, quase encantada.

Continue reading “Caminho”

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