A minha casa


Nasci da água ou do vento, pouco importa.
Mal acordo, bebo o sumo da aurora,
a água que sobra das estrelas. A minha
casa é uma árvore gigante, cercada de verde
até onde a floresta acaba e o céu começa.
As palavras que digo dão corpo
às coisas que penso, e o que penso é
uma vontade grande de não ver morrer
a planta, o rio, a ave, a memória branca
que há dentro das pedras.

José Jorge Letria

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