A hora do chá

Era uma vez uma ilha de Ceilão, tão distante era essa ilha e tenros os rebentos primeiros e quem sabe, longa a viagem até cá.

Preto sem açúcar ou um farrapo de leite quente, muito quente, como a terra do chá. Depois afastávamos a jarra das flores, estendíamos sobre a mesa os quatro jogos reunidos, discutíamos por qual começar e a avó perguntava: “Também posso jogar?” Abria a lata dos biscoitos de canela e fazia batota, a nossa avó.

Desfiava então as histórias da terra do chá, do menino lobo e do outro menino com cabeça de elefante e nós, os meninos dela, atirávamos os dados e gostávamos tanto dela e de chá.

Manuela Baptista

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