Silêncios

Quando menina, às vezes procurava silêncios de formigas nos troncos das árvores do jardim, outras, silêncios de vento, de estrelas…

Achava-se até perita na descoberta de silêncios. Por isso gostava tanto da praia nesta altura do ano, completamente vazia de gente e cheia, cheiinha de silêncios!

Quando andava nos jardins do mar perdia por completo a noção de tempo, só lhe interessava que à frente dos seus olhos estava um mar a perder de vista e aos seus pés outro tanto para explorar!

Trazia sempre os olhos cheios de maravilhas e os bolsos cheios de conchas! Não conseguia resistir a apanhar conchinhas na beirada. Sabia os sítios onda a maré deixa as conchas mais raras e belas e ficava horas apanhando búzios, beijinhos do mar e pedrinhas polidas ao sabor das ondas…

E pensava que a liberdade também é feita de mar, conchas, areia, sol, silêncios…

Teresa

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